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“A vida é a perda lenta de tudo que amamos.” Maurice Maeterlinck
Triste como pode parecer, a verdade é uma só – nada nos pertence. Doce ilusão tratar coisas e pessoas usando pronomes possessivos. Buda, um grande entendedor e divulgador do desapego já alertava em sua época ‘”essa é minha terra; esses são meus filhos” – são palavras de um tolo que não sabe que nem ele próprio se pertence.’ Nós, pobres seres humanos, convivemos com conceito de ‘posse’ e nada tiramos dele. Acrescentamos mais e mais possessivos às conversas diárias, e muitas vezes julgamos o outro por aquilo que acreditamos que ele possua (ou não).
Mas eu também sou humana e enfrento os dias que me restam travando pequenas batalhas com o apego. Às vezes tenho sorte, mas vejam, hoje, quem vence é a caça. Estou aqui sentada na frente do MEU computador, escrevendo um post para o MEU blog de um novo insight gerado pela lembrança e saudade do MEU melhor amigo. MEU anjo, MEU Rafa, MEU amor, que afinal é um peixinho sem dono no Rio – e eu sei que ele seria infeliz pra sempre se vivesse num aquário. Os aquários foram inventados por pessoas egoístas que querem o oceano inteiro só para elas. Precisamos parar com isso de “minhas coisas”. Eu me incluo nesse meio, mas só por hoje, quero poder sentir saudade do homem que amo.
Um Minuto Para o Fim do Mundo
CPM 22
Me sinto só,
Mas quem é que nunca se sentiu assim
Procurando um caminho pra seguir,
Uma direção – respostas
Um minuto para o fim do mundo,
Toda sua vida em 60 segundos
Uma volta no ponteiro do relógio pra viverO tempo corre contra mim, sempre foi assim e sempre vai ser
Vivendo apenas pra vencer a falta que me faz você
De olhos fechados eu tento esconder a dor agora
Por favor entenda, eu preciso ir embora porque
Sinto meu mundo acabar,
perco o chão sob os meus pés
Me falta o ar pra respirar
E só de pensar em te perder por um segundo,
Eu sei que isso é o fim do mundo
Tentando esconder o medo de te perder quando me sinto assim
De olhos fechados eu tento enganar meu coração
Fugir pra outro lugar em uma outra direção porque
Quando estou com você
Sinto meu mundo acabar
Perco o chão sobre os meus pés
Me falta o ar pra respirar
E só de pensar em te perder por um segundo
Eu sei que isso é o fim do mundo(Bis)
Eu sei que isso é o fim…(Bis)
Eu sei que isso é o fim do mundo!
Vagalume – Pato Fu
Quando anoiteceu acreditei que não veria mais
Nem um luar
Nem o sol se levantar
Enfim
Mas na escuridão
Eu te encontrei
A noite agora vem pra me dizer
Que o luar vai me trazer você
Uma vida brilhava ali
Peguei você
Com cuidado em minhas mãos
Eu quero te guardar
Só pra te ver piscar pra mim
Pois minha casa tão vazia
Quer se iluminar
Nem preciso te contar
Eu sei
Vem e acende a sua luz perto de mim
Estrelinha do meu jardim
Me deixa ser teu céu pra sempre
Vem e acende a sua luz perto de mim
Estrelinha do meu quintal
Na madrugada vagalume
“A saudade não está na distância das coisas, mas numa súbita fratura de nós, num quebrar de alma em que todas as coisas se afundam.” Vergílio Ferreira
Essa semana o meu melhor amigo faz aniversário e eu queria dar a ele um presente tão lindo quanto o seu próprio coração, mas eu não tenho nada tão grandioso! Então pensei em dedicar os posts da semana a ele, afinal temos muita história juntos e eu sou uma boa contadora de histórias!
O Rafa é um anjo que virou peixe há alguns anos. Ele foi morar no Rio porque precisava respirar novos ares, enfrentar seus medos, sentir-se dono de seu destino. Todos nós passamos por esse momento, repetidas vezes, em diferentes fases da vida – em busca da resposta para a velha pergunta ‘quem somos?’. Nunca a encontraremos. Não podemos abandonar esse mundo de incertezas. George Braque diz que ‘quem busca o destino encontra a si mesmo’ e desde que o Rafa está no Rio, tenho certeza de que, a cada dia , ele descobre um pouquinho mais sobre o RAFAEL que ele quer ser, mas o RAFAEL que ele vai ser de verdade, é um mistério.
Sinto muita saudade de todos os momentos só nossos que ficaram no passado em Minas, enterrados no pé de alguma montanha. Nosso tesouro nenhum pirata vai encontrar.
Busca Vida – Paralamas do sucesso
Vou me perder entre as estrelas
Ver daonde nasce o sol
Como se guiam os cometas pelo espaço
E os meus passos
Nunca mais serão iguaisSe for mais veloz que a luz
Então escapo da tristeza
Deixo toda dor pra trás
Perdida num planeta abandonado
No espaço
E volto sem olhar pra trás
Mais longe que o sol
Perdido num planeta abandonado
No espaço
Ele ganhou dinheiro
Ele assinou contratos
E comprou um terno
Trocou o carro
E desaprendeu a caminhar no céu
E foi o príncipio do fim
